Apresentando você a você mesmo
Você já ouviu muitas apresentações em sua vida e eu também gostaria de apresentar algo a você, não a outra pessoa, mas a você. Quem é você? Você tem um nome. Se alguém chamar seu nome, onde quer que você esteja, você vai olhar. A apresentação que quero fazer a você não tem o seu nome nem o seu rosto pregado nela porque você não é nenhuma dessas coisas. Talvez você pense ser dono das roupas que veste ou dos papéis que representa. Mas, na verdade, você é um viajante numa bela jornada. O que você acha que é seu não é realmente seu. Um dia você terá que deixar este mundo. O que ficará? Vejo fotos minhas de quando eu tinha um, dois anos de idade. Onde foi parar aquela criança? Não tenho mais aquela aparência. Tudo mudou, mas continuo respirando. Sou o que sou. A felicidade, a paz que eu desejava na época, eu as desejo hoje. Continuo querendo dormir quando estou cansado;
e comer, quando estou com fome. Então, sob determinado aspecto, tudo está mudando, mas sob outros, nada está mudando. Hoje as pessoas observam suas vidas e dizem: “Deveria ser assim; deveria ser daquele outro jeito.” Já houve um tempo em que as pessoas não dissessem como as coisas deveriam ser? Você está vivo. Pode ver, pode ouvir, pode ter experiências neste mundo. Chegará um dia em que este corpo não vai funcionar de modo eficiente e, aos poucos, aos poucos, a feira da vida chegará ao fim. Voce já viu uma feira chegar à cidade? Chega com grande estardalhaço. Montam barracas, levantam estruturas aqui e ali. Depois, é aberta ao público. As pessoas que vem para a feira, compram coisas, conversam umas com as outras, ouvem música. Vem apreciar. No dia em que a feira acabar, nada restará dela. A feira é sua vida. Um dia, a feira acabará e a feira de uma outra pessoa estará no lugar. Depois, virá outra pessoa e mais outra...
e a pedra do moinho continuará girando. Tudo continuará mudando—a natureza deste mundo é essa. Se quiser mudar alguma coisa, mude a si mesmo. Olhe para você mesmo e veja o que realmente quer. Todos precisam de paz—essa é a lei. As pessoas se preocupam, se preocupam e envelhecem se preocupando. Preocupam-se com tudo: “O que vai acontecer comigo? O que acontecerá amanhã?” O ser humano deveria se preocupar com apenas uma coisa: que possa experimentar a paz em sua vida, não apenas por um dia, mas todos os dias. É por isso que foi dito que, se você quer realmente se preocupar, preocupe-se em como preencher esta vida. Entenda a necessidade de seu coração e preencha sua vida do modo que puder. Todas as riquezas que procuramos estão dentro de nós. A verdadeira riqueza, que nunca acabará, está dentro de nós. E dentro está quem pode reconhecer isso. Dentro, a música toca, a fonte jorra. Essa é a apresentação de você para você mesmo. É quem você é. Há uma parte sua que pode ser destruída, mas também há outra que não pode. Esse é o "você" que você tem procurado desde quando era bem pequeno. Sua verdade está dentro de você. Sua verdadeira beleza está dentro de você. Procure por ela. Quando a encontrar, aceite-a e preencha sua vida. Se não a encontrar, venha a mim.
Eu posso ajudar.
2005 - The Prem Rawat Foundation